sábado

Por falar em noites perfeitas, aqui vai um relato sentido:

Numa sexta feira em que o almoço tinha a companhia perfeita mas o menu errado, senti-me iluminada com a ideia de um grand finale para compensar a pobre refeição: um opulento crepe com recheio de chantilly, coberto de ovos moles e amêndoas. Deslumbrante sob o brilho da vitrine, riu-se para mim e eu ri-me para ele. Escusado será dizer que esta sedução acabou no meu prato, consumada sem grandes problemas de consciência.
E o que tem esta pequena história de amor e gula a ver com noites perfeitas? Pois bem, é sábado à noite e eu estou em frente ao computador, dentro do meu belo pijama, enrolada numa manta quentinha, bebendo um chá. O meu estômago tenta a muito custo digerir uma canja de arroz e uma pêra cozida. Preparo-me para tomar um medicamento que sabe a tinta.
Sim... estou com uma gastroenterite.
Moral da história: o amor tórrido e fugaz pode causar náuseas.

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